Arquivo da categoria ‘Copa do Mundo’

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma das obras para Copa do Mundo da FIFA 2014, que exige das cidades-sede diversas intervenções de infraestrutura para receber os jogos do evento. Mas para a implantação deste modal em Fortaleza, pelo menos 2.000 famílias devem ser removidas de suas moradias.

[youtube:http://youtu.be/XKjPxGgmtBE]

Num cenário de falta de informação por parte do governo e muita angústia dos diretamente atingidos, essa intervenção causa uma significativa mobilização social em torno da eficiência da obra e principalmente sobre a necessidade da retirada dessas pessoas do espaço urbano a ser utilizado pelas linhas férreas.

Esta reportagem em vídeo traz depoimentos de moradores, apontamentos críticos de um pesquisador do Instituto Brasileiro de Direitos Urbanísticos (IBDU) e ainda as justificativas de membros da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (SEINFRA), além de diversas imagens de arquivo sobre a temática.

fonte: http://www.anote.org.br/index.php/reportagens/88-veiculo-pesado-sob-as-comunidades-dos-trilhos

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Matéria da Agência Pública de Jornalismo Investigativo sobre o VLT, projeto usado como desculpa de “mobilidade urbana” para remover as comunidades ao longo do trilho, e assim ‘valorizar’ empreendimentos e setores da construção civil e especulação imobiliária.

A MATÉRIA

Obra ameaça 5 mil famílias em Fortaleza

02.10.13 Por Ciro Barros e Giulia Afiune
Efigênia, moradora da comunidade Caminho das Flores, é uma das ameaçadas de remoção. Cerca de 5 mil famílias podem ser atingidas, de acordo com a Defensoria Pública do Estado (Foto: Roger Pires/Comitê Popular da Copa)
Construção do VLT Parangaba-Mucuripe prossegue, apesar da resistência dos moradores e de contestações do MPF, da Defensoria Pública e do TCE

Alisson da Silva acordou assustado com o barulho de motosserras derrubando as árvores em frente à sua casa na comunidade dos Jangadeiros, onde nasceu e cresceu, em Fortaleza (CE). “As pessoas saíam de suas casas apavoradas, muitas estavam chorando. Eu perguntava aos moradores se alguém tinha ouvido falar, se tinha algum comunicado sobre o que era aquilo, mas ninguém tinha”, conta o estudante de cinema, de 22 anos, ao lembrar daquele fatídico 17 de janeiro de 2013.

Como ele já sabia que sua comunidade ia ser atingida pelo VLT, obra de mobilidade urbana para a Copa de 2014, imaginou que fosse esse o motivo da intervenção. Ele e os vizinhos, foram então falar com os funcionários. “Formamos uma roda com cerca de 20 moradores para tentar conversar e entender o que estava acontecendo. Eu mostrei uma decisão judicial que a gente tinha, que impedia a realização de obras do VLT antes do reassentamento das famílias. Mas os funcionários alegavam que tinham uma autorização da própria Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente). Mesmo com a ordem judicial na mão, eu não podia colocar meu braço na frente de uma motosserra. Na maior arbitrariedade, eles ignoraram a gente. Continuaram derrubando as árvores”, relata.

Um golpe para os moradores que há quase 4 anos resistem ao processo de expulsão de suas comunidades. O operador de call center, Edivan de Miranda, de 36 anos, não deixou sequer os funcionários da empresa Mosaico, contratada pelo governo estadual, realizar a medição técnica do seu apartamento. “Eles passaram aqui na frente duas vezes, ficaram observando. Bateram na porta e eu fiz de conta que não escutei, que não tinha ninguém em casa. Desistiram e partiram para a próxima casa.”

Não foi uma reação de momento. Antes de receber essa visita, Edivan já tentava convencer outros moradores do bairro a impedir as medições. “Eu dizia: ‘Olha, não temos garantia nenhuma do governo, não tem a menor segurança de um imóvel para reassentar as pessoas. Então não vamos deixar medir porque isso significa deixar eles avançarem”, argumentava. Alguns vizinhos concordaram, outros ficaram receosos, mas Edivan, manteve a posição: “Não vou deixar medir porque a minha casa não está à venda. Não estamos em uma calamidade pública, por que temos que sair a qualquer custo de um local que tem toda nossa história? Aqui a gente vive em um contexto de história, amigos, trabalho. Vivo aqui desde que nasci.”

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Durante a confraternização anual da Cooperativa de Construção Civil do Ceará (COOPERCON-CE), o governador do Ceará, cid gomes (PROS), foi flagrado negociando os espaços desapropriados do Metrofor com donos de grandes construtoras.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=CuNLLuPu8WU]

O vídeo demonstra o alvo apontado pelo governador para satisfazer a sanha pelo lucro do empresariado da construção civil e da especulação imobiliária.

A filmagem também mostra como o governador explicita o estado como um grande balcão de negociatas, que vê nas comunidades pobres o ‘baixo custo’ para suas empreitadas servis ao empresariado.

Algumas observações sobre o vídeo:

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Protest at Boston’s Gillette Stadium against World Cup displacement

A red card for FIFA at the Brazil-Portugal soccer game
Protesters are headed to the Brazil-Portugal soccer game hosted by FIFA tonight (Sept. 10th) at Gillette Stadium in Boston to take part in a solidarity action with communities in Fortaleza, Brazil, who are facing threats of removal from their homes for FIFA-funded World Cup projects.As the World Cup 2014 approaches, there are about 4,000 families facing removal by a World Cup Light Rail project in one of Brazil’s biggest cities, Fortaleza, Brazil. The state has recently taken steps to begin construction of this Light Rail that links the wealthy hotel area of the city to the soccer stadium despite the organized resistance among the 22 communities affected demanding to remain in their homes.

Tonight’s demonstration at Gillette Stadium, which received money from FIFA in 1994, also stands in solidarity with the thousands of people who have taken to the streets throughout Brazil in recent months. Those who have faced violent police repression in their fight for a change in the priorities of those in power as billions of dollars enter the country for the World Cup and Olympics. The protests this summer upon the president’s arrival in Fortaleza show this momentum is only continuing to build.

Protesters head tonight to Gillette Stadium to say:

  • No to displacement from the World Cup in Fortaleza, Brazil
  • Housing, yes, Light Rail, No: Against the Displacement in Fortaleza, Brazil
  • Red card for the displacement of the Comunidade do Trilho in Brazil
  • Red Card for FIFA
  • FIFA World Cup 2014: Public Money, Private Profit

– From the Movement to Fight in Defense of Housing (MLDM), Fortaleza, Brazil

For more information about the displacement and the campaign organized around preventing the removals, visit rootingforthehometeam.org, or contact <<<>>>>.
Companheir@s dos Estados Unidos farão ato de solidariedade às Comunidade do Trilho e ao MLDM no jogo Brasil x Portugal, hoje em Boston.
Nessa terça, 10, o Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM) estará no Gillete Stadium, em Boston (EUA), antes e durante o jogo Brasil e Portugal. Entregaremos esses dois panfletos, como parte de nossa campanha internacional de denúncia da COPA FIFA 2014, que vocês podem acompanhar no site http://www.rootingforthehometeam.org/. Aqui, Copa significa a perda da casa, da escola e do trabalho, significa intensificação da exploração, significa expansão do capitalismo (enchendo bolso dos empresários da construção civil e do turismo).

Red_Card_Leaflet

Two members from about 4,000 families facing removal by a World Cup 2014 Light Rail project in Fortaleza, Brazil, managed to present a document to President Dilma Rousseff detailing the atrocities they have experienced in the project’s implementation at an event earlier this month, according to The Movement to Fight in Defense of Housing (MLDM).

Protest to prevent World Cup removals

Protesters outside inauguration of two metro stations. Photo: Mídia Ninja

About a thousand protesters greeted the president who was attending the inauguration ceremony of two metro stations, where the community members had managed to enter the highly-policed event and gain the president’s attention. In addition to those from the threatened communities, their supporters, and various other groups all protesting outside, there was a strong presence of indigenous peoples calling for a politic that values them through the demarcation, recognition, and protection of their traditional territories, according to MLDM. They were also protesting against the high frequency of indigenous deaths throughout Brazil.

Indigenous leaders at protest

Indigenous groups attend in support, along with additional demands. Photo: Mídia Ninja

The state has recently taken steps to begin construction of this World Cup Light Rail project that links the wealthy hotel area of Fortaleza to the soccer stadium despite the organized resistance among the 22 communities affected demanding to remain in their homes. But as the world has seen throughout recent months, thousands of people have taken to the streets throughout Brazil, facing violent police repression, to fight for a change in the priorities of those in power as billions of dollars enter the country for the World Cup and Olympics. The protests upon the president’s arrival in Fortaleza show this momentum is only continuing to build.

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Cidade de Latas

Publicado: abril 10, 2010 em Copa do Mundo, Vídeo