Imagem da Campanha “Torcendo pelo Time da Casa”, iniciada pelo Line Break Media.

A Aliança Nacional de Mídia Arte e Cultura (NAMAC) e organização membro Line Break Media, ambas norte-americanas, vão sediar um Diálogo Aberto online neste Sábado, dia 10 de Novembro, com a participação internacional de estudiosos/acadêmicos, organizadores, moradores e artistas.

A partir de “Torcendo pelo time da casa”, campanha do Line Break Media para apoiar os movimentos Brasileiros contra a remoção de comunidades nas cidades-sede da Copa 2014, a conversa pretende oferecer estratégias de apoio para os moradores em luta e mobilizados do Brasil que estão trabalhando contra essa ameaça.
Será também um espaço de reflexão sobre estratégias de luta e organização que deram certo e o papel da arte midiática em tais construções de movimento.
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Para entender mais temos, em inglês:
Entrevista com co-fundador do Line Break Media, Erick Boustead: http://namac.org/featured-organization/line-break-media-rooting-for-home-team.
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Iremos ao ar neste Sábado, dia 10 de Novembro, às 16h no horário de Fortaleza, 17h no horário de Brasília.

Você pode participar do chat ao vivo através de qualquer um destes meios:

  • Envie comentários / perguntas no Twitter usando a hashtag # hometeambrazil
  • Comentários de Retweet de @ namac, LnBrkMedia, @ Rooting4Home
  • Entrar com sua conta no Twitter e FB e enviar comentários na caixa de bate-papo abaixo.
  • Compartilhe o evento com seus amigos e colegas! Gostaríamos muito de ter várias perspectivas sobre o assunto!

Observação: Todos os comentários estão sujeitos à moderação por produtores da conversa.

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Veja o chat online AQUI!

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Depoimentos do Trilho!

Publicado: julho 18, 2012 em Uncategorized

Divulgamos alguns depoimentos do Trilho, feitos na Comunidade João XXIII. Ela se localiza próximo à Assembléia Legislativa do Ceará, uma das áreas mais centrais da cidade, e também está no Movimento de Luta em Defesa da Moradia!

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Depoimento Dona Alzenir

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Depoimento Bruna

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Depoimento Dona Lúcia

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Depoimento Dona Maria

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Depoimento Dona Rita

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Depoimento Dona Zefinha

Nos últimos dias 15 e 16, a Relatora Especial pelo Direito à Moradia Adequada da ONU visitou Fortaleza para conhecer algumas comunidades ameaçadas de remoção por projetos do poder público, em sua maioria vinculados à Copa 2014.

Em sua visita, além de participar de uma Audiência Pública na Câmara Municipal e de um Seminário sobre os impactos da Copa realizado pelo NAJUC, a Relatora passou por várias comunidades organizadas no Movimento de Luta em Defesa da Moradia, numa intensa programação que contou com vários depoimentos e conversas pelas comunidades Aldaci Barbosa, João XXIII, Jangadeiros e Trilha do Senhor. Passou também pelas comunidades Lauro Vieira Chaves (Montese), Boa Vista (próxima ao Castelão), Poço da Draga (onde querem construir o Acquário) e Serviluz, numa programação cheia mas muito bonita!

Depois traremos mais detalhes sobre a visita, e também alguns vídeos com falas da relatora!

A luta continua!

Daqui não saio, daqui ninguém me tira!

De 16 a 19 de maio, a Faculdade Christus realizará o seminário “Conflitos Socioambientais e Direitos Humanos”, em parceria com a Associação Cearense do Ministério Público, Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará, Associação dos Geógrafos do Brasil, Centro de Assessoria Popular Caldeirão, Justiça Federal – Ceará, Grupo de Pesquisa Teorias Críticas – UFC, Núcleo Tramas – UFC,  Rede Nacional de Advogados e Advogadas Popular e Instituto Terramar.

Dentro da programação está agendada uma aula de campo na comunidade Trilha do Senhor, com vídeos, pinturas e muito mais! Será no dia 17 de maio, às 14h, na Capela da comunidade. Nos vemos lá!

Mais informações sobre o seminário aqui!

No último dia 12 de março, o Metrofor divulgou em sua página mudanças no projeto do VLT Parangaba-Mucuripe. A mudança mais significativa refere-se à nova localização da estação no Bairro de Fátima, que incialmente seria implantada ao lado da Rodoviária Engenheiro João Tomé, em cima da comunidade Aldaci Barbosa, provocando a remoção de cerca de 250 famílias (segundo o Metrofor).

Com a alteração do projeto, a estação será construída numa área em frente à antiga localização, entre a Av. Borges de Melo e a Rua Francisco Lorda, reduzindo o número de imóveis atingidos nesta localidade, pela estação, para aproximadamente 20.

Ainda de acordo com o Metrofor, devido a outras alterações no projeto, estaria prevista uma redução no número total de famílias atingidas pelo VLT de aproximadamente 2.500 para 1.700.

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Carta aberta à sociedade cearense, ao Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes e à Presidenta do Brasil, Dilma Roussef em ocasião da assinatura da ordem de serviço do VLT, obra de remoção de nosso povo trabalhador.

É com profundo e revoltante pesar que nós, moradores das Comunidades dos Trilhos, organizadas no Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM), lançamos esta nota pública ao conhecimento da ampla sociedade brasileira e cearense que acompanha solidariamente nossos anos de luta para a permanência de nossas famílias, avós, netos, pais e filhos em nosso lugar de moradia.

Hoje, dia 27 de fevereiro de 2012, manifestamos o nosso pleno e total desacordo com o ato da Presidenta Dilma Roussef no que se refere à assinatura da ordem de serviço para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), metrô de superfície que será construído ao longo de 12,7 km dentro Fortaleza, passando por 22 bairros e dezenas de comunidades em Fortaleza-CE, atingindo quatro mil (4.000) de nossas famílias.  Durante estes longos dois anos de pressão por parte do Governo, sofremos com a ação de várias empresas terceirizadas que,a serviço do Estado, percorreram as comunidades para realizar cadastros, marcar e medir nossas casas. Para tanto, fizeram uso constante dos mais inescrupulosos recursos: moradores, incluindo idosos, foram ameaçados e intimidados; inúmeras casas foram marcadas sem o conhecimento e consentimento dos moradores; nossos domicílios e nossa intimidade foram violados; documentos foram recolhidos sem explicação.

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Vídeo  —  Publicado: outubro 20, 2011 em COMUNIDADES DO TRILHO, Vídeo
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CARTA ABERTA AO POVO DE FORTALEZA

02 de agosto de 2010

Somos cidadãos e cidadãs, trabalhadores e moradores das Comunidades do Trilho desde o ano de 1940. Como milhares de fortalezenses, com a força de nosso braço e o suor de nosso rosto ajudamos a construir a nossa cidade.

Mesmo assim, com mais de setenta anos de moradia e história, projetos externos referentes à Copa de 2014 ameaçam nosso direito adquirido à Cidade.

SABEMOS NOSSOS DIREITOS!

Pela Constituição Estadual (art. 7º) temos o direito assegurado de que qualquer projeto que envolva nossos direitos, principalmente no que se refere a moradia, trabalho, escola, creche, vínculos familiares e todas as relações comunitárias, tem de nos ser previamente comunicado inclusive de forma a garantir a participação popular nas definições do investimento público. Isto não aconteceu, mesmo depois de havermos buscado essas informações junto aos órgãos responsáveis. Nenhuma explicação e muito menos informação recebemos.

TEMOS DIREITO A MORADIA, SIM!

Não seremos enganados! Sabemos que o Estatuto da Cidade e o Plano Diretor do Município de Fortaleza asseguram o direito a cidade, à terra urbana, à moradia digna, ao saneamento ambiental, a infra-estrutura urbana, ao transporte, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer para as presentes e futuras gerações (art. 3º, §1º, inc. II).

Estamos sendo feridos no exercício dos nossos direitos! Que democratização é essa que a maior fatia do bolo sempre fica com os poderosos que querem retirar nosso direito de morar em nossas casas? Será que estão pensando nas futuras gerações? Porque os poderes públicos não usam uma parte desse dinheiro para melhorar a qualidade de vida e a infra-estrutura aqui das nossas comunidades? Temos o direito de morar aqui, sim! Direito esse já existente há muito tempo pela permanência de nossas famílias nesta área, conforme diz a constituição Federal (art.183).

EXIGIMOS RESPEITO!

Existem aqui, ao longo da Via Férrea Parangaba-Mucuripe, famílias que moram ah 70 anos e até mais. Nossos filhos e netos nasceram aqui. Construímos em mutirão, uma vila de casas, a capela Nossa Senhora das Graças, os Centros Comunitários e lutamos por melhorias como saneamento básico, água, luz, e diversos outros projetos. Fizemos muito pelas nossas comunidades para que pudéssemos habitar em nosso chão com dignidade. Nosso trabalho e nossas atividades também acontecem na mesma área ou em áreas próximas.

Este direito ao nosso chão é sagrado e não vamos entregá-lo porque é aqui que acontece nossa VIDA e não passa pela nossa cabeça termos que sair para outro lugar.

DEPOIMENTO DE MORADORA:

Eu moro há 49 (quarenta e nove) anos na minha casa, quando eu e meus pais chegamos lá não tinha água, nem luz, só tinha mato e o trilho. Podíamos contar os casebres que havia, nós vínhamos do interior sem dinheiro e sem lugar para ficar, foi que um senhor cedeu um quartinho para nós ficarmos enquanto meu pai construía a nossa casa. Ela foi construída por varas e barro do próprio lugar.

Nós nunca soubemos que as terras tinha dono, porque elas eram praticamente do mesmo jeito que Deus deixou, e que eu saiba ele não deixou escritura de terras pra ninguém, então, temos todo o direito sobre elas, porque foi nós que cuidamos, agora não temos culpa se ela se tornou uma área nobre e só para os ricos. Sair da minha casa pra mim é uma das piores mortes, é aquela que vai te matando aos poucos de tristeza e solidão, porque os meus vizinhos e os meus amigos fazem parte da minha família.

Eu já não durmo e nem como direito, já perdi 05 (cinco) quilos e isto é só o começo! Quando eu era adolescente as pessoas falavam que com o tempo não iria existir emprego porque tudo seria na base da máquina e do robô, só que pelo que vejo os robôs são os próprios humanos, porque fazer isto com milhares de famílias indefesas é desumano, isto não é coisa de Deus”.

 

PORQUE NÃO QUEREMOS SAIR DAQUI:

  • Aqui está nossa história de vida!

Sabemos que a Copa vai gerar alguns poucos empregos temporários, também não somos contra e queremos as melhorias para a nossa cidade, SIM! O que não QUEREMOS é sair daqui, pois é aqui que está nossa história de vida, nossos laços de amizade, de convivência, de luta. Por que é que temos que sair? Porque somos os excluídos da nossa própria cidade?

Aqui foi onde nascemos, crescemos e nos tornamos adultos, formando novas famílias. Famílias de bem que querem ter um lugar digno para morar e este lugar é exatamente aqui, onde estamos e vamos permanecer.

 

EXIGIMOS PARTICIPAÇÃO POPULAR NAS POLITICAS PUBLICAS DO ESTADO E DO MUNICIPIO, CONSEQUENTEMENTE NO PROJETO HABITACIONAL DE FORTALEZA!

NÃO VAMOS SAIR DAQUI!

SOMOS CONTRA A REMOÇÃO DE NOSSO POVO!

VAMOS LUTAR COM TODAS AS NOSSAS FORÇAS!


Cidade de Latas

Publicado: abril 10, 2010 em Copa do Mundo, Vídeo